Por que os homens têm medo de tirar licença-paternidade?

Tempo de leitura: 3 minutos

Cumprir a licença-paternidade completa trás muito mais benefícios do que se pode imaginar, saiba quais são eles.

Muitos homens ainda têm receio de tirar a licença-paternidade. Principalmente se a licença for de 20 ou mais dias. E esse receio pode afetar emocionalmente o funcionário, gerando consequências como, um desempenho afetado no período antes da licença e, durante a licença, o agora pai, pode ficar menos integrado com o novo momento, devido a preocupação.

Essa preocupação, de certa forma, é herança de uma cultura ultrapassada, onde a tarefa de cuidar dos filhos era da esposa. Hoje, evoluímos como sociedade e com as políticas de igualdade de gênero, cada vez mais pessoas e empresas expressam seu apoio, inclusive, tranquilizando o funcionário.

Com isso, benefícios profissionais como as licenças para cuidar dos filhos, que a princípio eram só destinadas às mulheres, são também direcionadas aos homens, em maior período e com maior incentivo para que ele tenha uma integração real ao convívio com a nova família.

O que o medo da licença-paternidade tem feito com esses homens?

Blog Laços Corporativos | Por que os homens têm medo de tirar licença-paternidade?

Já explicamos no post anterior (veja aqui), que o homem tem direito a licença-paternidade de 5 dias, porém empresas cadastradas no Programa Empresa Cidadã, ou empresas que se preocupam em se tornar mais humanizadas e em sintonia com as mudanças da sociedade, têm optado por licenças mais longas, permitindo que o funcionário desfrute de mais tempo para se dedicar aos cuidados do bebê recém-nascido.

Isso deveria ser suficiente para tranquilizar os homens, porém, ainda não é o que ocorre. Há sempre a preocupação de que ficando mais tempo em casa, sua posição dentro da empresa ou até sua carreira como um todo podem ser prejudicadas.

Mesmo que seja um direito, a sensação deles é de que, ao tirarem a licença, podem ser vistos como pessoas não comprometidas com suas vidas profissionais.

O que esses funcionários perdem ao não tirar a licença-paternidade?

03

A principal perda é o laço afetivo com o filho que acabou de nascer, já que o tempo reduzido no convívio inicial, afasta a possibilidade de uma união maior durante a rotina dos primeiros dias do bebê.

Nesse momento, os gestores podem ajudar esses colaboradores garantindo uma licença plena, sem prejuízo de emprego, cargo ou salários, incentivando o convívio familiar. Esse apoio é importante para que ele se sinta amparado, e assim, mais motivado e comprometido com sua função.

Quais as diferenças entre tirar licença-paternidade de 5 dias, e a de 20 dias (ou mais)?

Blog Laços Corporativos | Por que os homens têm medo de tirar licença-paternidade?

A licença de 5 dias é o mínimo que um funcionário deve tirar, e ainda assim, sabemos que é pouco para se integrar à nova rotina, que é bastante intensa. Em alguns casos, esses 5 dias o deixam mais cansado que antes deles, pelo fato do auxílio, tanto nos cuidados do recém-nascido, como à esposa que está se recuperando do parto.

E com esse cansaço, o funcionário pode retornar desfocado, desviando seus pensamentos para preocupações com seu filho e sua companheira. Esse é um período de adaptação, e a licença de 20 dias é mais indicada para facilitar essa transição.

Com a licença-paternidade estendida, os primeiros dias – que são os mais difíceis, terão passado, e o pai poderá retornar mais tranquilo à sua função, sentindo-se mais animado e motivado em realizar suas responsabilidades dentro da empresa.

Essa é uma forma de manter seus funcionários mais engajados, aumentando assim a sua produtividade e satisfação. E engajamento e bom relacionamento entre empresa e colaborador são nossos temas preferidos.

Além dessas dicas, estamos cheios de ideias para contribuir com você nesses períodos desafiadores. Entre em contato conosco, caso precise de mais informações.